A origem do som, às vezes, pode confundir o ouvinte. Levando-o a diferentes interpretações e conclusões. Quando não se conhece a fonte sonora, facilmente somos conduzidos ao óbvio, a uma imagem que pode se formar quando percebemos notas ou timbres, mas que não necessariamente resultam da fonte imaginada, ou seja, a primeira impressão nem sempre é associada à fonte original.
Um dia, sentei na concha acústica com o intuito de ler e percebi um som proveniente deste local. Como estava distraída com a leitura, olhei rapidamente e vi a imagem de um homem segurando um laptop. Associei o som ao computador. Pensei que devia ser alguns efeitos eletrônicos sincronizados ao som de uma flauta doce e deixei-me conduzir pelos acordes tranqüilos que me lembravam marcas sonoras da natureza, e logo, uma paisagem sonora se formou no meu campo imagético: água corrente, profundidade, chuva, leveza, serenidade. Percebi um som oco, de outro instrumento parecido com percussão. Me concentrei olhando atentamente para a direção do som e avistei ,ao fundo, mais quatro homens que manipulavam e experimentavam instrumentos improvisados com garrafas e baldes. Um dos homens posicionava as mãos e a boca tentando encontrar sons acústicos no próprio corpo. Eles exploravam a acústica do ambiente e do corpo para reproduzirem as marcas sonoras familiares.
Algumas perguntas se formaram gerando reflexão: “De onde vem esse som e pra onde ele leva? Onde encontrar esse lugar em mim?”.
Entendi que nossa percepção é falha e pode nos enganar e que antes de atribuirmos significados, devemos nos concentrar atentamente para não desconhecermos a verdadeira essência sonora que, repercute em nós, mas passa despercebida pelo ritmo acelerado do
Um dia, sentei na concha acústica com o intuito de ler e percebi um som proveniente deste local. Como estava distraída com a leitura, olhei rapidamente e vi a imagem de um homem segurando um laptop. Associei o som ao computador. Pensei que devia ser alguns efeitos eletrônicos sincronizados ao som de uma flauta doce e deixei-me conduzir pelos acordes tranqüilos que me lembravam marcas sonoras da natureza, e logo, uma paisagem sonora se formou no meu campo imagético: água corrente, profundidade, chuva, leveza, serenidade. Percebi um som oco, de outro instrumento parecido com percussão. Me concentrei olhando atentamente para a direção do som e avistei ,ao fundo, mais quatro homens que manipulavam e experimentavam instrumentos improvisados com garrafas e baldes. Um dos homens posicionava as mãos e a boca tentando encontrar sons acústicos no próprio corpo. Eles exploravam a acústica do ambiente e do corpo para reproduzirem as marcas sonoras familiares.
Algumas perguntas se formaram gerando reflexão: “De onde vem esse som e pra onde ele leva? Onde encontrar esse lugar em mim?”.
Entendi que nossa percepção é falha e pode nos enganar e que antes de atribuirmos significados, devemos nos concentrar atentamente para não desconhecermos a verdadeira essência sonora que, repercute em nós, mas passa despercebida pelo ritmo acelerado do
não-ouvir.
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